A terapia que Eric Berne criou tem além
do uso clínico, possibilidades de uso em empresas e também na educação. Um
gerente de uma organização pode utilizar a AT como técnica para identificar
barreiras na comunicação e na busca de soluções para os problemas que surgirem
em conseqüência disso e como auxiliar nas situações de conflitos, bem como
preventivo aos problemas de comunicação e relações inter-pessoais, para que
estes não se tornem maiores e mais importantes que os objetivos da empresa de
forma a não prejudicar a produção da mesma.
Nas escolas,
a AT também pode ser usada para melhorar as relações dos alunos entre si, assim
como com os professores e a escola. E em que se baseia? Ele parte do
pressuposto de que existem “estados de ego”, que formam um sistema de
sentimentos e pensamentos que provocam determinados tipos de comportamento. A
personalidade seria formada por três “estados de ego”, a saber: Pai – seriam os
conceitos ensinados de vida, que na teoria psicanalítica seria o Superego;
Adulto – seriam os conceitos pensados de vida e que na teoria psicanalítica
seria o ego; Criança – seriam os conceitos sentidos de vida e que podem ser
usados de forma construtiva ou não, e que na psicanálise seria o ID.
Na Analise
Transacional é analisado o tom de voz, a expressão corporal e até o tipo de
vocabulário usado pela pessoa. No estado de Pai que lembra o superego não é
incluído só as influências nas proibições, mas também as permissões, a nutrição
e encorajamento. Seria o sentido de
autoridade julgando e protegendo. O Adulto é a realidade, o aqui e agora, o que
faz estimativas e as quantifica. Já a Criança acompanha a pessoa a vida
inteira, é a parte mais valiosa da personalidade, pois é o centro energético,
criativo e motor da vida, programado geneticamente.
As três partes são imprescindíveis para o
desenvolvimento da personalidade e precisam viver harmoniosamente entre si, sem
domínio de um ou outro “estado de ego”.